Sindicalista reforça na Assembleia denúncias contra Energisa

Publicado em: 21/02/2017 - 15:15

Em pronunciamento durante a sessão desta terça-feira (21) da Assembleia Legislativa, o vice-presidente do Sinergia (Sindicato dos Trabalhadores na Indústria e Comércio de Energia de MS), Élvio Marcos Vargas, reforçou as denúncias já feitas anteriormente pelo deputado estadual Felipe Orro (PSDB), contra o que se chama de precarização dos serviços da Energisa no Estado. Élvio reafirmou a política de demissão continuada dos funcionários experientes e a substituição por novatos com pouca ou nenhuma experiência, ganhando salários menores.

O sindicalista – que usou a tribuna a pedido do deputado Felipe Orro – também apontou outras medidas que vêm sendo tomadas pela empresa na contramão do que poderia se chamar de ajustes para redução de despesas. Segundo Élvio, a Energisa tem rompido contratos com prestadores de serviços e contratado a custo muito mais elevado empresas de seu próprio grupo. “Quem paga essa conta somos nós, consumidores, porque esses custos vão pra conta de luz”, alertou.

O número de funcionários antigos demitidos só nos últimos dois anos – desde que a Energisa assumiu a antiga Enersul – já passa de 460. O Sindicato criou um “demissômetro”, que atualiza a cada semana o total de demissões feitas pela empresa. “Cada semana mandam dois, três antigos embora”, afirma. “A rotatividade é muito grande. Com isso o funcionário não adquire a experiência necessária pra prestar um bom serviço e o resultado estoura no consumidor, que é mal atendido”.

Élvio pediu apoio de todos os deputados estaduais e agradeceu à sensibilidade de Felipe Orro com a causa. O deputado participou, na tarde da segunda-feira (20), de reunião com dirigentes sindicais e funcionários da Energisa na sede do Sindicato e ouviu muitas queixas e se colocou inteiramente à disposição da categoria.

O vice-presidente do Sinergia pediu, ainda, que o parlamentar convoque uma audiência pública para que a Energisa explique as várias denúncias levantadas pelo Sindicato, como a contratação de empresas do próprio grupo a custo mais elevado que os antigos prestadores de serviço, o que caracterizaria uma fraude grave.

Assista o vídeo com a íntegra do pronunciamento de Élvio:

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