Felipe quer que empresas expliquem valor das novas placas

Publicado em: 05/02/2020 - 12:12

O deputado estadual
Felipe Orro, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos do Consumidor da
Assembleia Legislativa, quer saber das empresas credenciadas junto ao Detran/MS
como é composto o preço cobrado pelas novas placas do padrão Mercosul. Em
sessão plenária nesta quarta-feira (5), o parlamentar apresentou requerimento ao
Procon/MS, solicitando cópia integral das explicações apresentadas pelas companhias
ao órgão de defesa do consumidor.

“Queremos saber por que
os preços das novas placas são tão altos no Mato Grosso do Sul, considerado o
maior praticado no País, o que levantou as suspeitas de formação de cartel. Sabemos
que em outros Estados os preços cobrados pelo serviço chegam a ser metade dos
valores daqui”, questiona o parlamentar.  

O pedido foi embasado
após o Procon/MS notificar as companhias prestadoras dos serviços para que as
mesmas informassem a composição dos valores praticados em Mato Grosso do          Sul. A nova identidade visual das
placas deveria baratear o preço dos serviços de emplacamento, o que de fato não
aconteceu. O Procon tem 72 horas para enviar as informações; o deputado não descarta
convocar uma audiência pública.

A substituição das
placas passou a ser obrigatória na última segunda-feira (3) e gerou um aumento expressivo
nos preços das novas placas. Antes no Estado era cobrado por veículo
automotivo, R$ 211. Agora os preços chegam a R$ 300, 35% a mais relativo ao preço
atual praticado pelo Detran/MS.

Em outros Estados, onde
a placa Mercosul já é obrigatória há mais tempo, a diferença de valores chama a
atenção. No caso do Mato Grosso, os valores variam entre R$ 200 e R$ 230; já em
Santa Catarina a média é de R$ 200. O menor preço verificado ficou no Paraná
onde é cobrado em média de R$ 90 para o par de placas. 

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