Felipe Orro defende equiparação do valor do PETI rural ao urbano

Publicado em: 05/07/2011 - 15:15

Durante reunião na sala da Presidência da Assembleia, na manhã desta terça-feira (5), o deputado estadual Felipe Orro (PDT) defendeu a equiparação do valor da bolsa do PETI (Programa de Erradicação do Trabalho Infantil) pago às famílias de pequenas cidades e áreas rurais, com o pago às famílias das grandes cidades. “Enquanto o governo paga até 50 reais por criança de famílias residente na Capital, para quem mora na cidade pequena, na zona rural ou em aldeia indígena recebe só R$ 25”, disse Felipe Orro.

A reunião foi com o diretor-geral da Funtrab (Fundação Estadual do Trabalho), Cícero Ávila de Lima, e a oficial de projeto da OIT (Organização Internacional de Trabalho), Andrea Araujo, foi um preparativo para a  I Conferência Estadual do Emprego e Trabalho Decente, marcada para 17 e 18 de novembro.

No evento, Mato Grosso do Sul apresentará sugestões para serem levadas à Conferência Nacional propondo emendas à Agenda Nacional de Trabalho Decente, que é um conjunto de metas e indicadores para o trabalho.

O Estado possui a segunda maior população indígena do País. A maioria vive em situação de extrema pobreza, sem emprego, em aldeias sem infraestrutura básica. A principal ocupação dos indígenas  da região Sul é trabalhar na colheita de cana-de-açúcar, trabalho pesado e de baixa remuneração, longe do conceito de trabalho digno defendido pela OIT.

“É um trabalho produtivo, de qualidade, em condições de dignidade, respeitando os direitos do trabalhador”, explicou Andrea Araújo.

Também participaram da reunião os deputados George Takimoto (PSL), Professor Rinaldo (PSDB), Dione Hashioka (PSDB), Eduardo Rocha (PMDB), Cabo Almi (PT), Pedro Kemp (PT), Marcio Monteiro (PSDB), Lauro Davi (PSB), Diogo Tita (PPS) e Mara Caseiro (PTdoB).

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